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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

BRINQUEDOS EDUCATIVOS LEGAIS PARA DAR DE PRESENTE E ENSINAR UMA CRIANÇA A UTILIZAR.

    Alguns dos brinquedos que estarei mencionando aqui, infelizmente vêm perdendo seu espaço para celulares e outros acessórios eletrônicos. E digo infelizmente, não porque sou um saudosista que acredita que infância verdadeira é aquela em poças de lama jogando bola na rua, mas sim, porque todos os brinquedos que estarei apresentando, tem uma rica importância no desenvolvimento do intelecto infantil.
     Qualquer criança que brinque com essas ferramentas de aprendizado, estará mais sensível aos variados conhecimentos com os quais irá se deparar em seu desenvolvimento.
         É importante lembrar, que não basta presentear a criança, é preciso ensina-la a utilizar e brincar junto com ela, para incentiva-la no uso desses artifícios do intelecto, do contrario, uma ferramenta potencialmente poderosa, se tornará apenas lixo em um canto da casa.

            Instrumentos óticos.
           Qualquer instrumento que modifique a forma como a criança vê o mundo, tende a ser atrativa para está criança.


            Lupa: A lupa é um instrumento de aumento de tamanho das imagens. O uso dela leva a criança a perceber detalhes que a olho nu não são tão evidentes. Ensinar a criança a observar folhas de plantas, flores, amostras de rochas e solo, pode facilitar muito o futuro interesse dela nas aulas de geografia, biologia e química. Claro, que é ideal que os adultos próximos a criança, esclareçam suas curiosidades a respeito do que ela observa, com a internet na proporção que se apresenta na atualidade, podemos concilia-la com essa tecnologia de mais de quatrocentos anos, pode-se ensinar a criança a observar uma planta, por exemplo, e através de um site de botânica, tentar identificar qual a espécie de planta, a que família pertence, qual o formato de suas folhas. Sei que afirmando desse modo, parece algo que nenhuma criança “normal” se interessaria, mas acreditem, crianças costumam ser curiosas, talvez ela não passe o resto da vida identificando plantas e insetos em um diário como Darwin, mas o tempo que ela se interesse por essa atividade, já vai lhe proporcionar um ganho significativo.
            E uma das vantagens desse presente, é que tem um baixo custo, você encontra no mercado lupas de preços variados, mas as mais baratas ficam abaixo dos dez reais. E ainda existe a possibilidade de fabricar uma, junto com a criança, o que dobra o aprendizado. Se esse for o caso e você decidir fabricar junto com a criança, lembre-se de privilegiar as lupas feitas com garrafas de plástico e não as de lâmpadas incandescentes, apesar de as de lâmpada serem, na minha opinião, muito estéticas, creio que nem preciso dar muitas explicações do porque não é indicado uma criança correr para cima e para baixo, com um objeto de vidro extremamente fino e cortante.
     Outro aparelho nessa mesma proposta seria um microscópio, que apesar de quando profissional, custar muito caro, no caso de algumas versões infantis, são mais limitados, porem mais acessíveis. Também é possível fabricar algumas versões caseiras.
       Outra possibilidade nesse sentido é para o caso de crianças que já tem celular, ensina-las a utilizar o zoom da câmera, para ampliar os objetos, além de incentiva-las a registrar a imagem e catalogar pelo nome, flores, folhas, rochas... Apenas tome cuidado com o possível interesse da criança por insetos, pode ser um ótimo conhecimento para ela, mas é sempre necessário alerta-la dos riscos de insetos venenosos.


        Luneta: Uma luneta nas mãos de uma criança pode ser uma ótima ferramenta de desenvolvimento intelectual, desde que um adulto a ensine o uso correto do equipamento.
      O primeiro e mais óbvio uso para a luneta ou telescópio amador, é a observação da lua e estrelas, o que pode gerar um interesse pela astronomia e levar a criança a conhecimentos sobre o universo. O segundo uso possível para a luneta é a observação de paisagens, podendo-se explicar para a criança questões como a visão macro e micro exercidas na prática aplicada. Além de possibilitar o interesse por práticas artísticas como a pintura e o desenho. A terceira aplicação de uma luneta pode ser a observação de pássaros na natureza, claro que para isso é preciso morar em um local que tenha pássaros, o que em cidades pequenas não é raro. Também pode ser empregada na observação de insetos, mas sempre instruindo a criança a manter uma distância segura e nunca tocar nos insetos, pois sempre correrá o risco de se deparar com algum venenoso.
       Assim como os anteriores, também existe como fabricar uma luneta em casa, versões simples, de baixo custo, mas que já tornam possível uma boa diversão e aprendizado.
       Sempre valido lembrar, que caso sua escolha seja por comprar algum desses equipamentos, certifique-se de que o produto tenha o mínimo de qualidade necessário. Antes dar para a criança uma simples lupa, que mostra imagens limpas e nítidas ampliadas adequadamente, do que presentea-la com um telescópio que mostra imagens borradas e irreconhecíveis. Não é por ser um brinquedo infantil, que pode ser qualquer coisa de baixa qualidade. Até mesmo porque um equipamento de muito baixa qualidade pode colocar a saúde e até mesmo a vida da criança em risco.

            Instrumentos de cálculos.

            É bem comum encontrarmos crianças que não gostam muito de matemática, em parte isso é culpa das escolas, professores e grades curriculares, que tornam algo que poderia ser encantador, uma verdadeira tortura. Existem formas muito divertidas e diferentes de fazer cálculos.


        Contas: Por mais bobo que pareça, crianças costumam se encantar com a possibilidade de manusear vários pequenos objetos, como contas, que podem ser compradas, ou improvisadas com uma grande quantidade do mesmo objeto, por exemplo, um punhado de bolinhas de gude, ou pedrinhas coloridas. São também uma excelente possibilidade de ir ensinando a criança a formar grupos (aglomerados) de quantidades de contas, aumentando e diminuído essas quantidades, subtraindo e adicionando elementos ao grupo. Sempre lembrando que a idade da criança influi no tipo de contas que você pode deixar ao alcance dela, além de sempre instruí-la a não colocar nada na boca, ou em outros orifícios, o que não é nada incomum crianças fazerem.


     Ábaco: apesar de na atualidade ser considerado apenas um brinquedo, esse instrumento de cálculos, já foi utilizado por contadores reais, que organizavam finanças inclusive de bancos e “empresas” da antiguidade com ele.  É uma linda ferramenta para adicionar e subtrair um número significativo de valores. Infelizmente na maioria das vezes quando uma criança o ganha, acaba ficando jogado sem ela utilizar, em alguns casos, pelo simples fato de que ela não sabe utilizar e ninguém se propôs a ensina-la.
     Assim como praticamente todos os equipamentos que mencionei, o ábaco também pode ser construído em casa, com objetos comuns de plástico, que na maioria das vezes vão para o lixo. As versões compradas infelizmente não são tão baratas, mas também não chegam a ser um absurdo de caras.
         No caso de crianças que tenham celulares, existem vários aplicativos com jogos envolvendo cálculos, inclusive existem vários aplicativos interessantes, que simulam o ábaco.

            Brinquedos gerais


       Quebra-cabeças: auxilia a criança no desenvolvimento da noção espacial, além da visão macro e micro, já mencionada no tópico do telescópio.

            Jogo da memória: o nome já é bastante autoexplicativo.


            Lego: creio que nunca será um brinquedo ultrapassado, pois incentiva a criatividade e o planejamento.


            Tinta guache: esse tipo de tinta, que dilui em água, além de ser de fácil limpeza, possibilita a criança misturar cores e criar novas. Principalmente se você presenteá-la apenas com as cores primárias e o preto e branco. Ela vai se divertir mais criando cores, do que pintando em si. Claro que para isso você precisa ensina-la que a partir do: azul, vermelho, amarelo, preto e branco, ela pode formar qualquer cor perceptível aos olhos humanos.


            Massa de modelar: auxilia no desenvolvimento psicomotor, incentiva a criatividade e o desenvolvimento do tato. Além do fato de que crianças de modo geral, tem uma grande atração pela textura da massa, por isso brincam com barro e coisas semelhantes.
            Seguem-se uma infinidade de brinquedos que possibilitam o desenvolvimento psicomotor e intelectual de uma criança, esses são apenas uma pequena amostra, mas sempre lembre-se, ensinar a criança a usar o presente, é mais importante do que presentear.

            Dicas do que evitar
            Além do óbvio que se deve evitar dar a uma criança, como objetos muito pequenos ou cortantes, existem outros cuidados que nem sempre estamos atentos.
            Evitem dar para crianças jogos e brinquedos que precisem de duas crianças ou mais para jogar, se ela não costuma ter outra criança por perto. Parece meio obvio, mas o que mais acontece, é pessoas darem para uma criança que é sozinha em casa (sem outras crianças) e raramente recebe visitas, brinquedos que precisam de duas pessoas para brincar e nenhum dos adultos próximos dela, costuma dar a atenção que deveria. Isso é extremamente frustrante para uma criança. Nesses casos, privilegie jogos individuais.
            Evitem brinquedos que produzam sons altos, apesar de as crianças de modo geral amarem brinquedos barulhentos, seus cuidadores não costuma gostar e se ela morar em apartamento, os vizinhos apreciarão ainda menos.

            Desvie de brinquedos que utilizam pilhas para seu funcionamento, os cuidadores raramente se dão ao trabalho de comprar pilhas novas, normalmente o brinquedo ficará jogado em um canto por isso, além da facilidade que esses brinquedos movidos à pilha têm, de estragarem rapidamente.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

LÓGICA INFANTIL

Existem varias formas de criar filhos, as mais variadas possíveis, nenhuma certa, muitas erradas é obvio, mas certas?... Difícil, comece do princípio que qualquer coisa que você não aceitaria que seu filho fizesse para você, jamais deveria fazer para ele. Se um estranho, não pode fazer com seu filho, você também não pode. São dois princípios que norteiam uma criação que desvia dos principais erros.

Mas falemos um pouco das lógicas nas quais subjetivamos nossas crianças, não é incomum que crianças peçam coisas, aliás, isso é o que elas fazem de melhor, pedir tudo. Como seria diferente? Elas dependem de nós para a maioria das coisas! Quando uma criança pede algo a seu responsável, este pode reagir de vários modos: sempre dar o que a criança quer e subjetiva-la em uma noção de que tudo que quero eu tenho, e não é difícil sabermos as possíveis consequências; pode pedir algo em troca, seguindo o padrão capitalista no qual tudo tem um preço, então se a criança quer algo deve tirar uma nota boa, ou fazer uma tarefa doméstica; ou pode ensina-la uma ideia de solidariedade, na qual as pessoas se ajudam, nem sempre fazem o que a outra quer, mas quando podem, fazem algo pelo outro sem esperar nada em troca.
Se você subjetiva a criança em uma lógica capitalista, de que tudo tem um preço e se ela quer um brinquedo deve cortar a grama, não pode jamais abrir a boca para reclamar, quando você pedir para ela fazer algo, e ela te perguntar o que você vai dar em troca.
Se você cria ela em uma lógica solidaria, ou seja, ela pode fazer coisas por você sem que você tenha que dar algo em troca, tem que estar pronto para fazer coisas por ela sem pedir nada em troca.
Não importa qual seja a lógica que você usa, todas tem pontos fortes e aspectos negativos, mas seja qual for à lógica que crie uma criança, precisa dar conta de sustentar essa lógica.

Mais um adentro, só pode ser considerado fazer algo pela criança, aquilo que vai para além de sua obrigação. Dar roupas, comida, estudo e alguns brinquedos, é obrigação legal, a partir do momento que você assume a guarda de uma criança, não é favor, ou você faz, ou você faz. Só é de fato pela criança, aquilo que vai para além disso.

domingo, 3 de setembro de 2017

FILHOS NA CAMA DO CASAL

Temos uma construção sociocultural, na qual, é esperado que um casal tenha momentos de intimidade, como compartilhamento das atividades diárias, troca de carinhos e ato sexual. Não trata-se de uma obrigatoriedade, mas algo socialmente construído que é esperado, já que assim somos ensinados ser o correto, ou no mínimo habitual.


Quando um casal leva um de seus filhos ou o único filho/filha, para sua cama, a criança obviamente se torna uma barreira para essa intimidade, tanto na conversa e compartilhamento do dia, quanto na prática sexual, ao menos espera-se que essa criança torne-se uma barreira, porque afinal, se mesmo com a criança na cama, esse casal pratica relações sexuais, entendemos em nossa cultura que existe um crime sendo cometido ai, quanto a conversa, normalmente crianças interrompem a fala dos pais, então não é fácil manter um dialogo longo em companhia de uma criança. Excluindo as situações de crime declarado, temos um casal que está se utilizando de uma criança para evitar sua intimidade esperada, isso pode ser consciente ou inconsciente, de um ou ambos os parceiros.
Podemos entender que um casal que leva a criança para sua cama, tendo condições financeiras, de mantê-la em um quarto e cama própria, está se utilizando dessa criança como uma barreira para o casal. Aqui, excluímos os casos nos quais a casa possui um único quarto ou o casal não tem condições de comprar uma cama para a criança, mas nesses casos um auxilio da assistência social seria saudável.
Com as resalvas feitas, um casal que mantenha filhos em uma mesma cama, está declaradamente demonstrando um sintoma de um casamento doente, no qual a criança vem sendo usada como uma “desculpa” para evitar a intimidade do casal. Isso não apenas expõe a criança a riscos físicos, estando na mesma cama que seres com quatro vezes o peso dela, como também a expõe a sérios riscos de saúde psíquica, sendo usada como uma barreira, uma simples ferramenta ou sintoma do relacionamento dos pais.
Temos também a questão de que uma criança dormir em uma mesma cama que um adulto, pode criar nela o entendimento de que isso é “normal” e aceitável, tornando-se uma facilitação para a pedofilia. Entenda-se bem, não é que uma criança que dorme com um adulto, ou adultos, necessariamente vai ser abusada, ou está vulnerável a todos os males do mundo, mas quando outro adulto convida-la para deitar-se na mesma cama, com intenções sexuais, a criança não vai considerar estranho o convite, porque afinal para ela virou habitual deitar na mesma cama que adultos. Diferente de uma criança que não tivesse esse hábito, que poderia minimamente estranhar o convite e apresentar resistência, o que dificultaria o abuso.
Por esses e outros motivos, me posiciono totalmente contrário a uma criança estar na mesma cama que um adulto, ao mesmo em nossa cultura e forma de construção social. Costumo sempre dizer, e me perdoem o trocadilho, tudo aquilo que você estranharia um estranho fazer com seu filho, você também não deveria fazê-lo. Se você não vê com normalidade um estranho deitar-se na mesma cama que seu filho ou filha, por que seria normal você deitar-se?
Se essa ação fosse vista com menos naturalidade, evitaríamos inclusive boa parte dos abusos de crianças dentro das casas, por parte de um dos pais, não é inédito e nem mesmo incomum, encontrarmos situações nas quais, um dos pais abusa da criança enquanto o outro dorme, e até outras, nas quais ambos os pais abusam da criança como mencionei anteriormente, me referindo como situação criminosa declarada. Sei que os pais sempre tem o abuso sexual facilitado, pois a criança é dependente deles e por tanto submissa aos mesmos, mas quando você coloca essa criança na mesma cama que você e seu, ou sua, parceira, você está abrindo uma porta de entrada a mais para facilitar um abuso. Em uma sociedade na qual cada vez mais ficamos sabendo de abusos sexuais envolvendo crianças, dificultar esses abusos, é muito mais interessante do que facilita-los. E quanto a casais que estão usando a criança como ferramenta para evitar intimidade, um casamento doente não faz bem para o próprio casal e acaba refletindo no desenvolvimento da criança, terapia de casal é uma excelente alternativa para esses casos.

Espero que entendam meus argumentos e ponderem a validade dos mesmos.

domingo, 13 de agosto de 2017

A PEDAGOGIA WALDORF

A pedagogia Waldorf busca um desenvolvimento integralizado do ser humano, compreendendo que cada sujeito está diretamente ligado com o universo e faz parte desse universo, tendo também parte do universo dentro de si. Nesse sentido a busca é pelo desenvolvimento pleno da criança, tanto: intelectual, emocional, afetivo, como espiritual.
Essa forma de ensino busca um reconhecimento por parte da criança da sua integralidade no universo, de maneira livre e criativa. Justamente por isso, a criança não é obrigada a nada, mas sim incentivada a realizar atividades que desenvolvam sua coordenação motora, seu físico, sua criatividade e seu emocional afetivo. Para possibilitar essa criatividade, as escolas que seguem esse princípio pedagógico, se utilizam da simplicidade, permitindo assim, que as crianças possam inventar, e não obter tudo pronto.
As escolas que se utilizam da pedagogia Waldorf são livres para criarem seus próprios conteúdos de acordo com a necessidade de sua própria realidade, compartilham entre si, apenas os pressupostos filosóficos pedagógicos. As escolas costumam se utilizar de atividades domesticas como forma de aprendizado, por exemplo, através da culinária se aprende a fracionar a receita, através da ordenha de uma vaca, se aprende sobre biologia animal. As crianças conhecem o mundo a partir dele próprio, e depois esquematizam com suas próprias palavras e desenhos, seu entendimento do funcionamento do mundo, para somente então, partirem para a teoria literária que foi escrita antes a respeito do assunto.
Existem aproximadamente mil escolas que utilizam esse sistema pedagógico no mundo e mais de dois mil jardins de infância. Numero bastante modesto, se considerarmos que somente no Brasil existem mais de cento e oitenta mil escolas fundamentais. Ou seja, o número de escolas Waldorf no mundo, representa menos de um por cento do número de escolas fundamentais só do Brasil. O que faz com que infelizmente esse tipo pedagógico seja de acesso de poucos privilegiados, já que na educação publica em geral não é uma opção muito comum. Mesmo que alguém queira matricular seu filho ou estudar em uma escola desse gênero, terá dificuldades para encontrar uma perto de sua região.
Para compreender mais, assista ao vídeo.